Criação de casa de acolhimento para pacientes do Hospital Azambuja é articulada em Brusque
Acibr pretende realizar novas reuniões e encontrar uma casa para alugar
Durante a última reunião de 2025 da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (Acibr), foi apresentado aos representantes do Hospital Azambuja o projeto de criação de uma casa de acolhimento para o hospital. A proposta está sendo desenvolvida desde 2024 e, em 2026, o intuito é realizar reuniões com empresas interessadas em viabilizar financeiramente o projeto e dar início à locação de uma casa.
Marlon Sassi, presidente da Acibr, revelou que, em reunião da Acibr junto ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e da antecessora Secretaria de Saúde, Carmen Zanotto, foi dito que valores financeiros só viriam caso o Hospital Azambuja ajudasse a diminuir as filas de pacientes do estado. Desse modo, o governo do estado entra com os recursos em construções e melhorias, e o hospital passa a receber pacientes do estado que estão nas filas do Sistema Único de Saúde (SUS).
"Então, nesse momento, a gente começou a entender que iria ter uma migração muito forte para a nossa cidade. Em uma reunião que tivemos agora em dezembro, nós já conseguimos demonstrar para o hospital que é assim que funciona em outros lugares; eles se interessaram muito e a gente, então, está desenhando para que essa casa continue".
Para Marlon, diante da grande demanda de novos pacientes, pode haver o aumento do número de pessoas circulando na cidade. Por isso, a Acibr começou a estudar projetos considerados satisfatórios, suas similaridades e funcionamentos. Foram visitadas a Casa São José, ligada ao Hospital São José, em Jaraguá do Sul, e a Casa de Acolhimento Madre Tereza, que é ligada ao Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.
Em uma reunião, já conseguimos demonstrar para o hospital que é assim que funciona em outros lugares. Eles se interessaram muito e a gente está desenhando para que essa casa continue
Marlon Sassi, presidente da Acibr
Uma das pessoas que impulsionou a ideia foi o diretor da Acibr, padre Silvano João da Costa. Ele também foi a São José e trouxe ideias para a montagem do modelo da casa de acolhimento do Hospital Azambuja. Em todas as casas visitadas, os pacientes que vão para as casas de acolhimento são indicados pelos seus respectivos hospitais, e esse era o principal obstáculo que a associação não conseguiu avançar até o fim de 2025.
Em Jaraguá do Sul e em Itajaí, as casas são mantidas pela sociedade, por projetos e empresas, com administrações próprias as gerindo. O presidente Marlon revelou que ambas as moradias ajudam os ambientes dentro dos hospitais, e que a Acibr vai disponibilizar todo o suporte para a criação de uma diretoria para a casa de acolhimento do Hospital Azambuja.
"A ideia é procurar uma casa e começar o ano já fazendo reuniões, reunindo todas as empresas interessadas em viabilizar financeiramente a casa para que a gente possa dar andamento. E, quiçá, na continuação, talvez construir uma casa".
A ideia é procurar uma casa e começar o ano já fazendo reuniões, reunindo todas as empresas interessadas em viabilizar financeiramente. E, quiçá, na continuação, talvez construir uma casa
Marlon Sávio Sassi, presidente da Acibr