Criança leva faca para a sala de aula e causa pânico na escola Feliciano Pires, em Brusque
Pais de alunos relataram preocupação com o incidente
Um aluno com uma faca provocou pânico entre alunos e profissionais durante a manhã de quinta-feira, 28, na escola Feliciano Pires, no Centro de Brusque.
Relatos obtidos com exclusividade pela reportagem de O Município detalham os momentos de tensão que crianças e professoras passaram.
Conforme o relato de uma testemunha que presenciou o caso, o menino, de aproximadamente 10 anos, estava dentro da sala de aula quando, de repente, sacou uma faca e passou a dizer que o local era um hospício e que não aguentava mais ficar ali.
Os colegas alertaram uma professora que estava na sala e logo houve uma conversa entre os dois. Ainda de acordo com o depoimento, a profissional agarrou o menino pelas costas com o intuito de retirar o objeto de sua mão.
Uma professora auxiliar que estava do lado de fora da sala foi acionada, ela estaria conversando com uma responsável pelo menino. A partir disso, as três mulheres se juntaram para tentar retirar a faca da mão da criança. O relato menciona que durante a ação, uma das professoras correu pelo corredor pedindo socorro, assim como as crianças que estavam na sala.
“As crianças saíram todas apavoradas de dentro da sala, berrando, apavoradas, saíram todas pelo corredor”.
Em seguida, essa professora teria encontrado uma orientadora da escola. Quando elas chegaram até a sala, a faca já tinha sido tomada do aluno. As mulheres que estavam no local teriam segurado o jovem depois de retirar a faca de sua mão, enquanto ele se debatia e gritava. Posteriormente, todos foram para o hospital, porém ninguém ficou ferido. Segundo o relato, nenhuma autoridade foi acionada.
Em contato com a direção da escola, a reportagem recebeu a seguinte nota sobre o ocorrido:
“A Coordenadoria e a gestão escolar lamentam a situação e, assim que tomamos conhecimento, iniciamos o atendimento na escola por meio da equipe multiprofissional do NEPRE. Também é importante dizer que a CRE e a escola continuam acompanhando o caso e está tomando todas as providências cabíveis”.
A reportagem também procurou a Coordenadoria Regional de Educação de Brusque e recebeu o mesmo comunicado, desta vez encaminhado pela coordenadora Flávia d’Alonso.
Outra mãe publicou um vídeo nas redes sociais divulgando que seu filho também soube da situação e criticou a falta de comunicação da escola.
O filho contou à mãe somente após chegar em casa. Apesar de não ter presenciado o fato, ele teve conhecimento do ocorrido. A criança, do terceiro ano do ensino fundamental, estuda na sala ao lado de onde o caso ocorreu.
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