Mãe de menino morto aos 4 anos vira ré por homicídio e tortura em Florianópolis
Padrasto, também acusado, fez pesquisa na internet sobre os efeitos de “enforcar uma criança”
A mãe de Moisés Falk Silva, de 4 anos, que morreu em agosto deste ano, em Florianópolis, passou à condição de ré no processo que apura a morte da criança.
Com a nova decisão judicial, Larissa de Araújo Falk responderá por homicídio qualificado e tortura. O padrasto do menino, Richard da Rosa Rodrigues, de 23 anos, já era acusado pelos mesmos crimes.
A inclusão da mulher no processo foi determinada pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em julgamento realizado na terça-feira, 16.
Os desembargadores acolheram um recurso apresentado pelo Ministério Público após a Justiça, em primeira instância, ter rejeitado a denúncia contra ela.
Detalhes do caso
O caso veio à tona depois que o menino foi levado desacordado ao Multi-hospital, na capital, já em parada cardiorrespiratória. A criança havia completado 4 anos pouco antes e chegou à unidade de saúde nos braços de uma vizinha.
Apesar das tentativas de reanimação, a equipe médica confirmou a morte no local. O laudo apontou choque hemorrágico causado por traumatismo abdominal como a causa do óbito.
Após a morte, o casal foi detido. O padrasto teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e segue preso. A mãe chegou a ser liberada, mas agora volta a responder formalmente na esfera criminal.
Inicialmente, ela havia sido denunciada pelos mesmos crimes atribuídos ao companheiro. No entanto, a Justiça entendeu que, naquele momento, os elementos reunidos pela investigação não sustentavam a acusação. Com a decisão do Tribunal, esse entendimento foi revertido.
De acordo com o relatório que embasou o inquérito policial, a investigação reuniu trocas de mensagens entre a mãe e o padrasto, em diferentes dias. O conteúdo indicaria que o homem agredia a criança com o conhecimento da mulher.
A apuração também identificou, no celular do padrasto, uma pesquisa feita em um aplicativo de inteligência artificial. A consulta, encontrada com a sessão ainda ativa no dia da morte do menino, questionava: “o que acontece se ficar enforcando muito uma criança”.
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