“O dia perfeito se transformou em pesadelo”: vítima de atropelamento em Brusque há nove anos relembra acidente
Motorista será julgado no dia 22 de agosto
Lucelena de Jesus Damaceno, uma das três vítimas de um atropelamento ocorrido no bairro Steffen, em Brusque, em 2016, contou ao jornal O Município detalhes do acidente e suas expectativas para o julgamento do motorista, que irá a júri popular no dia 22 de agosto, mais de nove anos após o crime.
Na época, Lucelena tinha 14 anos e estava acompanhada de uma amiga da mesma idade e do sobrinho, de 1 ano. O acidente aconteceu no fim da tarde de sábado, 9 de abril de 2016. Ela conta que todos haviam ido para a Arena Brusque jogar handebol pela manhã e, à tarde, retornaram para casa.
Em determinado momento, ao irem até a padaria do bairro, ouviram o barulho de um carro em alta velocidade. Na sequência, o veículo invadiu a calçada e atropelou os três. O motorista do Ford Del Rey estava embriagado.
“Eu falei rindo: lá vem um doido se exibindo. Mas o riso morreu na nossa boca. O carro surgiu em cima de nós em segundos, não nos dando tempo para reagir. A cena foi rápida, violenta e parecia um filme de terror. O dia perfeito se transformou em um pesadelo”, relembra.
Lucelena sofreu ferimentos no joelho, no braço e na cabeça, onde os médicos precisaram raspar a lateral para realizar os pontos. Ela conta que, até hoje, com 23 anos, sente dores no corpo.
“Não lembro se eu voei ou se fui para debaixo do carro. Sinto dor no lado direito do meu corpo até hoje. A dor é a parte mais difícil de lidar”, afirma.
A amiga dela sofreu ferimentos gravíssimos e teve uma das pernas amputadas. Já o menino sofreu ferimentos leves, mas também recebeu atendimento médico.
“Eu agradeço a Deus por ele não ter dado a ré, porque teria passado por cima da cabeça da criança e ela teria morrido. Ele nos prensou contra um portão e, quando eu levantei, caí de novo”.
Expectativas para o julgamento
Lucelena conta que já havia perdido as esperanças de que o homem fosse encontrado e que a definição da data do julgamento foi uma surpresa. “Espero que ele fique uns bons anos na cadeia, porque poderia ter nos matado. É isso [prisão] que ele merece”, afirma.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o acusado passou a tarde ingerindo bebidas alcoólicas em um bar da cidade, na companhia do irmão e do cunhado. Embriagado, deixou o local por volta das 18h, mesmo alertado sobre seu estado.
Pouco depois, ao passar pela rua Guilherme Steffen, em frente a uma empresa da região, ele teria gritado “segura, piazada” antes de entrar em alta velocidade numa curva, perder o controle da direção e causar o acidente.
Ainda segundo a denúncia, o motorista não parou após o atropelamento. Ele seguiu em alta velocidade até sua residência, trocou um pneu danificado e fugiu por uma área de matagal antes da chegada da polícia. Desde então, estava foragido, supostamente escondido no estado do Paraná.
O Ministério Público afirma que houve intenção de matar, uma vez que o réu assumiu o risco de causar o acidente ao dirigir sob forte efeito de álcool e em velocidade incompatível com a via.
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