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PRIMEIRA MÃO – Caso Viúva Negra: Justiça marca data do segundo júri popular por assassinato de empresário de Brusque

Últimos quatro réus, entre eles a esposa da vítima, irão a julgamento

O jornal O Município obteve, em primeira mão, a data do segundo júri popular do caso que apura o assassinato do empresário brusquense Edinei da Maia. Segundo as investigações, Edinei foi morto em uma emboscada armada pela própria esposa, Elisa Zierke dos Passos.

O julgamento está marcado para o dia 19 de setembro, às 8h30. Na ocasião, os últimos quatro réus, incluindo a viúva, irão a júri popular.

No primeiro julgamento, realizado em 6 de junho, outros três envolvidos foram condenados: dois receberam penas de 27 anos de prisão e o terceiro, 26 anos. Todos cumprirão a sentença em regime fechado.

O caso ficou conhecido como "Viúva Negra", nome atribuído pela investigação em razão da suposta crueldade com que Elisa teria planejado a emboscada que resultou na morte do empresário Edinei da Maia.

Leia também: Veja o que alegaram as defesas dos réus do “Caso Viúva Negra”; julgamento se encaminha para o final

Investigação e denúncia


De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), o caso começou como uma investigação de desaparecimento. O empresário teria saído de casa sozinho para realizar o orçamento de um túmulo em Vidal Ramos e não retornou.

Durante as diligências, foi descoberto que ele havia sido sequestrado, assassinado e seu corpo ocultado em uma área de mata entre Brusque e Canelinha.

Segundo a denúncia, a motivação do crime estaria relacionada a um suposto caso extraconjugal entre a esposa da vítima e um dos réus. Com o apoio de outros cinco homens, eles teriam planejado a execução. Dias antes do crime, os acusados cavaram uma cova em um local isolado, preparado para ocultar o corpo.

Relembre o crime


No dia do crime, a vítima foi atraída para uma emboscada em Vidal Ramos, onde foi ameaçada com uma arma de fogo, amarrada e colocada no porta-malas de seu próprio veículo. Posteriormente, foi transferida para outro carro e levada até a área de mata onde a cova já estava preparada.

No local, a vítima foi brutalmente agredida na cabeça e no tórax. Após sua morte, o corpo foi enterrado. O cadáver foi localizado quase três meses depois e 23 dias depois, em 15 de junho de 2024, em avançado estado de decomposição, fato que impossibilitou a determinação exata da causa da morte.

A esposa da vítima foi pronunciada por homicídio qualificado, por motivo torpe, emboscada e surpresa, além de ocultação de cadáver e porte ilegal de arma de fogo.

O homem apontado como parceiro no suposto relacionamento extraconjugal recebeu acusações pelos mesmos crimes, além de furto.

Os outros cinco réus, incluídos quatro homens que teriam recebido pagamento ou promessa de recompensa, foram denunciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e, em alguns casos, porte ilegal de arma de fogo e furto.

A prisão preventiva dos réus foi mantida, e o direito de recorrerem em liberdade foi negado, dada a gravidade dos crimes e o risco de reiteração criminosa. O processo tramita sob sigilo.


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