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PRIMEIRA MÃO – Primeiro dos três acusados pela morte de homem a facadas em Brusque é condenado; veja a pena

Júri entendeu que ele participou do crime mesmo sem desferir o golpe fatal

O conselho de sentença do Tribunal do Júri de Brusque condenou, nesta sexta-feira, 3, o réu Paulo Iury Silva de Sousa, de 19 anos, por homicídio qualificado contra Edjorge Galvão, de 32. A pena aplicada foi de 12 anos e a decisão foi apurada em primeira mão pelo jornal O Município.

O crime ocorreu em 30 de dezembro de 2024, durante uma briga em um conjunto de kitnets na avenida Getúlio Vargas, no Centro. Os jurados concluíram que Paulo perseguiu a vítima e desferiu dois chutes enquanto ela tentava fugir, ação que teria contribuído para o desfecho fatal. Segundo a acusação, ele agiu em conjunto com Saimon de Lucas Pompeu de Rosário e Eduardo Dias Gomes, conhecido como “Pinóquio”.

Paulo foi julgado sozinho porque os outros dois réus recorreram e não participaram deste julgamento. Após a sentença, dosada pelo juiz titular, ele foi encaminhado de volta ao presídio, onde seguirá em regime fechado. Os demais acusados permanecem presos em outras penitenciárias.

As investigações apontaram que os três envolvidos, de 19, 21 e 22 anos, são padrasto, enteado e primo, todos naturais do Pará.

Após a sentença ser proferida, a defesa de Paulo pediu recurso. 

Detalhes


Eduardo ("Pinóquio"), que tinha 21 anos à época, confessou ter esfaqueado e matado Edjorge Galvão. Ele já possuía passagens policiais.

De acordo com a denúncia, a motivação do crime começou após uma discussão de Edjorge com outro morador do conjunto de kitnets (assassinado em outro crime posterior que não possui relação com o caso julgado nesta sexta-feira).

Eles procuraram o síndico, mas ele não estava em casa. Nesse momento, Edjorge passou a discutir com a esposa de Eduardo, que havia aberto a porta para ver o que acontecia. Diante das ofensas contra a mulher, Eduardo chegou e os dois começaram a trocar ameaças.

Quando Edjorge tentou deixar o local de carro, Eduardo o impediu. Pela janela do veículo, desferiu a primeira facada. Em seguida, segundo a acusação, a vítima foi perseguida por Eduardo, Paulo e Saimon. A acusação aponta que Paulo chutou Edjorge, dificultando sua fuga, enquanto Eduardo continuou a esfaqueá-lo.

Embora a denúncia também mencionasse agressões com pedras e pedaços de madeira, a perícia confirmou apenas as facadas. Mesmo ferido, Edjorge ainda conseguiu pular um muro na tentativa de escapar, mas foi atingido novamente durante a perseguição. Ele conseguiu correr até um terreno com vegetação, onde acabou morrendo.

Barbara Sales/Especial

Após o crime, os réus abandonaram o corpo no local. Câmeras de segurança da região flagraram o momento em que Eduardo deixou a área segurando uma faca.

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