Sindicatos de Brusque trabalharão contra reformas trabalhista e da Previdência

Entidades promoverão campanhas com contrapontos às alterações pretendidas pelo governo federal

Sindicatos de Brusque trabalharão contra reformas trabalhista e da Previdência

Entidades promoverão campanhas com contrapontos às alterações pretendidas pelo governo federal

Sindicatos de Brusque farão parte de uma união entre entidades sindicalistas do estado, cujo objetivo é trabalhar contra a aprovação das reformas da Previdência Social e trabalhista, pelo Congresso Nacional.

A definição de um plano de ações foi realizada na semana passada, em reunião na sede da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Santa Catarina (Fetiesc), em Itapema.
Em um seminário, foi criada a chamada “Frente Catarinense Contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária”. O movimento é encabeçado por centrais sindicais e movimentos sociais do estado.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Guabiruba (Sintrivest) participou do evento, assim como outras entidades ligadas ao Fórum Sindical de Brusque.

A presidente do Sintrivest, Marli Leandro, afirma que, localmente, os sindicatos já estavam atuando contra as duas reformas, e que o objetivo do evento, portanto, foi unificar essa atuação e somar forças para garantir a não aprovação das propostas de modificação na legislação trabalhista e previdenciária.

Segundo Marli, durante o evento, os palestrantes foram enfáticos sobre “o retrocesso que essa aprovação vai trazer à classe trabalhadora e a comunidade em geral”.

“Queremos cobrar dos nossos parlamentares catarinenses o voto contrário a esta aprovação.
E queremos saber com clareza como cada um deles pretende votar o projeto”, afirma a presidente do Sintrivest.

Para ela, a Frente deverá encampar mais pessoas na discussão, ainda que não ligadas a movimentos sindicais.

“Queremos somar forças com esta luta que não é apenas dos sindicatos, mas de toda a população brasileira. Todos vão perder, indistintamente e independente da profissão, do cargo que exercem e da categoria a qual pertencem”, ressalta Marli.


Campanha de comunicação
A presidente do Sintrivest explica que a Frente também terá como objetivo promover uma campanha de comunicação aos trabalhadores sobre as duas reformas pretendidas pelo governo Michel Temer.

“A população deve ter ciente de tudo que envolve essas propostas”, diz. Ela explica, ainda, que isso será feito de forma regional, por meio dos fóruns sindicais será feito de forma regionais, de acordo com os fóruns sindicais do estado.

Conforme a sindicalista, a intenção agora é dialogar com estudantes, movimentos sociais, grupos religiosos, com a iniciativa pública e privada, com o setor empresarial e com as micro e pequenas empresas, “porque todos serão afetados, sem exceção”.

“Aprovar as propostas significa menos dinheiro no bolso e no orçamento familiar. É por isso que precisamos nos mobilizar enquanto ainda há tempo. As pessoas precisam se apropriar das informações e reagir. Caso contrário vamos perder, e muito”, pontua.

Para os sindicalistas do estado, a ideia é fazer um contraponto ao discurso do governo federal, o qual tem batido na tecla da necessidade das reformas para conter o volume de gastos públicos, que a cada ano ficam mais inchados.

“Hoje estamos na mão de 513 deputados e 81 senadores, precisamos dizer a esses senhores o que a sociedade brasileira quer e espera da seguridade social”, afirma a sindicalista.


“Golpe baixo, safadeza e malandragem”
O presidente do Fórum Sindical de Trabalhadores de Brusque e Região, João Decker, todos os sindicatos ligados à entidade estão envolvidos na campanha contra as reformas.

Ele afirma que as entidades sindicais irão desenvolver um trabalho de panfletagem em Brusque e região, assim como seguir as diretrizes de comunicação elaboradas pela Fetiesc, “para mostrar para a classe trabalhadora o quanto vai ser prejudicial essa reforma”.

As críticas dele são dirigidas, sobretudo, à reforma da Previdência. Ele afirma que a legislação atual já é excessivamente rígida com os trabalhadores, e que as novas regras, como a imposição de uma idade mínima de 65 anos será negativa.

O sindicalista afirma, entretanto, que a idade mínima é apenas um dos problemas da atual reforma, e ressalta que outras alterações, como o fim da pensão cumulada com aposentadoria, serão mais prejudiciais aos trabalhadores.

“Se olhar esse pacote como um todo, é muito prejudicial à saúde dos nossos trabalhadores. Aos 65 anos a maioria dos trabalhadores já estão pela boa”, afirma Decker.

“O que o governo está propondo é golpe baixo, safadeza, e malandragem. E nosso povo não está se tocando de quanta maldade está acontecendo por aí”.

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