Suspensão de linha de crédito para financiamento não impacta mercado imobiliário de Brusque

De acordo com imobiliárias do município, o Banco do Brasil possui linha semelhante a da Caixa, por isso, é possível direcionar

Suspensão de linha de crédito para financiamento não impacta mercado imobiliário de Brusque

De acordo com imobiliárias do município, o Banco do Brasil possui linha semelhante a da Caixa, por isso, é possível direcionar

A Caixa Econômica Federal anunciou no fim do mês passado, a suspensão das contratações de novas operações da linha de crédito Pró-Cotista, que destina recursos para a aquisição de imóveis com juros menores a pessoas que têm conta vinculada ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O financiamento já havia sido suspenso em maio, também por falta de recursos, mas o Ministério das Cidades remanejou R$ 2,54 bilhões para a linha e os empréstimos foram retomados. O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, afirma que a nova suspensão da linha de crédito também deve ser temporária.

Em Brusque, a suspensão do financiamento Pró-Cotista ainda não gerou impacto, segundo as imobiliárias consultadas por O Município, já que o Banco do Brasil também oferece a mesma linha de crédito, que permanece ativa.

“Geralmente, não contamos muito com essa linha de crédito, e quando o cliente se encaixa, podemos encontrar no Banco do Brasil, que tem linha semelhante”, diz o gerente de vendas da Júlio Imóveis, Sérgio Germano.

A gerente de vendas da imobiliária Amo Imóveis, Carolina de Oliveira, destaca que a suspensão da linha de crédito já aconteceu antes, e que não é tão prejudicial justamente por ter a opção de fazer financiamento semelhante no Banco do Brasil.

“É com a simulação da imobiliária que sabemos em qual linha o cliente vai se enquadrar. Como o pró-cotista já foi suspenso antes, não assusta mais, porque podemos fazer o encaminhamento para o Banco do Brasil. A linha de crédito que o cliente vai usar para o financiamento depende muito do tipo do imóvel que ele deseja”.

A gerente administrativo da Central de Financiamentos Juvenal, Tais Munch Bendini, afirma que a linha pró-cotista não é muito popular em Brusque, pelo risco de não ter o recurso disponível no momento da assinatura do contrato.

“Sempre explicamos para o cliente que ele tem essa opção, mas que poderia chegar no final e não ter a verba, por isso, não ofertamos tanto esta linha de crédito. O nosso público mesmo é o Minha Casa Minha Vida, por isso, a suspensão não chega a impactar no mercado imobiliário da cidade”.

O pró-cotista é dirigido para a compra de imóveis novos ou usados de até R$ 950 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e R$ 800 mil nos demais estados. É a linha mais barata de crédito habitacional, com exceção do Minha Casa, Minha Vida.

A linha pode ser contratada por trabalhadores com pelo menos 36 meses de vínculo com o FGTS. Também é preciso ter saldo na conta do FGTS de pelo menos 10% do valor do imóvel e estar trabalhando. A taxa de juros é de 8,66% ao ano.

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