Terreno da antiga maternidade terá estacionamento privado

Local foi cedido para empresa que já explora o espaço do hospital ao lado

Terreno da antiga maternidade terá estacionamento privado

Local foi cedido para empresa que já explora o espaço do hospital ao lado

Quem passou pela rua Pastor Sandrescky nos últimos dias notou uma movimentação diferente em frente ao prédio da antiga Maternidade Cônsul Carlos Renaux. O local está sendo cercado e passar por obras para a implantação de um estacionamento privado.

O presidente da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Brusque, Cristian Fuchs, diz que o espaço será explorado pela mesma pessoa que toca o estacionamento no Hospital e Maternidade de Brusque (HEM). Segundo Fuchs, o dinheiro arrecadado no estacionamento será rateado entre o empresário locador e a Comunidade Luterana. “O terreno foi locado por uma pessoa, que vai repassar parte do valor para a comunidade”.

O valor destinado à Comunidade será usado na conservação do prédio da antiga maternidade, de acordo com o presidente. Além de gerar receita, ele destaca que a instalação do comércio também irá fazer com que a circulação de pessoas aumente, trazendo segurança ao prédio e aos funcionários que ali trabalham.

Nos últimos meses, inclusive, uma placa indicando aluguel foi instalada no terreno e correram boatos pela cidade de que já haveria interessados, mas não teve fechamento de negociação. O presidente da Comunidade Luterana informa que a secretaria paroquial continuará a funcionar no prédio normalmente, mesmo após o início das atividades do estacionamento.


Prédio tem manutenção cara

O prédio da antiga maternidade abrigou a Biblioteca Pública Municipal Ary Cabral até 2013. Desde então, apenas a secretaria paroquial funcionou na edificação, com o objetivo de não deixar o local ocupado e livre de vândalos. Há três anos a Comunidade Evangélica Luterana preserva o prédio, mas já teve intenção de locá-lo ou dar outra destinação.

A situação ficou complicada em maio de 2015, quando o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico aprovou que o edifício seja tombado como patrimônio histórico do município. Os luteranos manifestaram-se contra a inciativa porque significaria perder a autonomia sobre o espaço. Desde então o caso não teve um desfecho.

 

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