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Bastidores da política e do judiciário, opiniões e críticas sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro dos impostos pagos pelo cidadão

TRE-SC decide pela manutenção das duas zonas eleitorais de Brusque

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Bastidores da política e do judiciário, opiniões e críticas sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro dos impostos pagos pelo cidadão

TRE-SC decide pela manutenção das duas zonas eleitorais de Brusque

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Manutenção
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) decidiu nesta quarta-feira, 16, pela manutenção das duas zonas eleitorais de Brusque. Recentemente, causou preocupação a notícia de que o Tribunal Superior Eleitoral manifestou interesse na extinção de uma das zonas eleitorais do município. Entretanto, a ideia não foi levada adiante. Fato que contribuiu para isso foi a manifestação de entidades de classe brusquenses, que se opuseram à extinção de uma zona eleitoral, bem como o trabalho dos funcionários da Justiça Eleitoral de Brusque em demonstrar, com dados técnicos, a necessidade de permanência das duas zonas eleitorais.


Volta a crescer
Depois de ter ido bem nos cinco primeiros meses do ano e de uma queda em junho, Brusque voltou a crescer na geração de empregos, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Em julho, foram 63 novos postos de trabalho criados. Nos sete primeiros meses do ano, o número de novas vagas abertas pelas empresas do município é de 1749.


A falta de dizer não
Alguns leitores se manifestaram, entre eles o empresário Luciano Hang, da Havan, para externar sua indignação em relação a assuntos tratados durante a semana, e da recorrente dificuldade do poder público municipal em dizer “não” para algumas situações que estão em pauta.

Artistas em semáforos
Um das questões é a discussão na Câmara do projeto de lei que proíbe artistas de utilizarem armas brancas e fogo para performance nos semáforos. “Na verdade não são só eles que deveriam ser proibidos, são todos” sugere Hang. A ideia básica é de que não pode haver pessoas realizando atividades em locais onde há circulação de veículos, por questões óbvias relacionadas à segurança.

Beber e pichar
Em outro ponto, Hang também menciona a questão de consumo de bebidas alcoólicas em praças públicas. Para ele, a proibição não deveria ser limitada a três praças (Sesquicentenário, Barão de Schneeburg e Gilberto Colzani), mas estendida a todas, assim como as pichações. Na avaliação dele, o governo municipal precisa ser mais enérgico em coibir as infrações.

Os ambulantes
Em relação aos vendedores ambulantes há também divergências. Lojistas entraram em contato com o jornal para criticar o fato de que a Prefeitura de Brusque editou projeto de lei apenas para regulamentar os que vendem produtos alimentícios, deixando de fora os demais ambulantes . “Como pode você ter um comércio com mil exigências e à sua porta um concorrente que não está num espaço nobre e sem precisar dar satisfação a ninguém”, avalia um comerciante. Para os empresários, o governo precisa ter a coragem de dizer não aos abusos cometidos, porque é a única maneira de fortalecer o comércio local, assim como tornar a cidade mais organizada.

Local para Fenajeep
O organizador da Fenajeep, Vilmar Walendowsky, o Negão, está indo para a Argentina para divulgar a edição de 2018 da festa. O detalhe interessante é que o material promocional que ele leva na mala identifica apenas o estado de Santa Catarina como local do evento. Não há referência a Brusque, por conta da indefinição que ainda persiste sobre o local de realização do evento em 2018.


EDITORIAL

Cobertores curtos

Quando o dinheiro cai do céu feito chuva ou nasce em árvores, como jaboticabas, fica fácil administrar qualquer coisa. Uma casa, um município, um país.

Mas faz muito tempo que o clima mudou e o ar seco impede a formação de nuvens monetárias. E a acidez do solo praticamente extinguiu as árvores dessa espécie.
Com recursos escassos, tudo fica mais difícil. E é nesses momentos que a gente percebe a diferença entre os gerentes profissionais e os amadores.

Entre os que enchem a boca para falar em “gestão” e dão discursos cheios de “sustentabilidade” e “inovação”, mas se perdem nas contas e se atrapalham no dia a dia, e os que não falam muito, mas conseguem equilibrar-se na corda bamba do orçamento apertado.

O Índice Firjan de gestão fiscal, que este nosso O Município divulgou no último dia 15, mostra que, se o cobertor dos recursos públicos for puxado para aquecer as noites de inverno da necessidade de pessoal, ficam descobertos os pés e as canelas finas dos investimentos, com risco de congelamento e, num cenário pessimista, de geadas muito fortes, até mesmo de gangrena.

Como sabemos todos, não é fácil administrar a escassez

É claro que a máquina do governo municipal precisa funcionar bem e, para isso, usa vários profissionais. Mas, ao contratar para o serviço público, ainda mais quando as vagas são “de confiança” ou “em comissão”, o gestor pode cair numa armadilha político-eleitoral: se ceder à tentação de acomodar cabos eleitorais, indicados de amigos, amigos dos amigos, correligionários diversos, certamente terá a impressão que sua base de apoio está aumentando.

Mas, à medida em que a população percebe que, para acomodar esse crescimento, investimentos não foram feitos, a infraestrutura não foi melhorada e que, mesmo com mais gente os serviços continuam iguais ou piores, deixa de confiar no administrador. E começa a desconfiar que o desequilíbrio se deve à falta de competência. Ou excesso de comprometimento partidário. Ou vaidade política.

Como sabemos todos, não é fácil administrar a escassez. Mas é justamente nesses momentos de crise que podem surgir e ganhar relevância figuras que acabarão por tornarem-se históricas e que serão lembradas por décadas: um servidor público que entenda do riscado, que saiba dizer não, que fuja dos elogios oportunistas e tenha cultura e informação suficientes para administrar cobertores curtos.

E força moral e política suficientes para nunca deixar uma parte vital descoberta por muito tempo. Quem sabe, se e quando derem-se conta disso, os administradores municipais consigam não só investir mais, mas principalmente investir melhor o dinheiro público. Sem roubar e sem desperdiçar.

 

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