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Conheça a história da coluna do Ciro Groh, que completa 10 anos no jornal O Município

Conteúdo que era restrito ao monitoramento do tempo se expandiu em uma década

A coluna assinada por Ciro Groh no jornal O Município completa 10 anos nesta quinta-feira, 29. Desde então, o espaço reúne uma década de publicações dedicadas ao clima, à memória e às histórias do interior de Brusque e região.

A primeira postagem foi ao ar em 29 de janeiro de 2016, com o título "Pouca chuva refletida no nível do rio Itajaí-Mirim", dando início a um projeto que, ao longo dos anos, conquistou leitores pela abordagem direta e pelas imagens que acompanham os textos.

A criação da coluna ocorreu após convite do então editor-chefe do jornal, Andrei Paloschi. Sem formação em jornalismo, Ciro aceitou o desafio de transformar um hobby antigo em conteúdo periódico.

“Eu não tinha nenhuma formação em jornalismo e fiquei receoso no começo, mas o Andrei me tranquilizou e disse que confiava no meu trabalho”, relembra.

Interesse desde a infância

O interesse de Ciro pelo tempo começou ainda na infância. Desde criança, ele mantinha cadernos com anotações detalhadas sobre as condições climáticas de Brusque.

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“Sempre tive os olhos voltados para o céu e passei anos registrando tudo em cadernos. Hoje, se eu quiser saber como estava o tempo em janeiro de 1988, é só folhear e os dados estão lá”, conta. Ao todo, foram seis ou sete cadernos preenchidos ao longo dos anos.

Cadernos de anotação antigos de Ciro | Foto: Otávio Timm/O Município

A transição para o meio digital ocorreu em 2012, quando passou a publicar informações nas redes sociais. A partir daí, o conteúdo começou a chamar a atenção da mídia local, especialmente após episódios marcantes, como a neve registrada em 2013.

“Aquilo teve bastante repercussão e já havia dados de temperatura todos catalogados”, afirma.

Com o início da coluna, em fevereiro de 2016, o conteúdo passou por um processo de amadurecimento. Ciro diz que, com o tempo, foi assimilando o padrão do próprio jornal e ampliando o formato das publicações.

“Percebi que era importante agregar imagens e histórias, trazer aquilo que as pessoas gostariam de ver”, explica. Segundo ele, o interior e os detalhes pouco visíveis do cotidiano se tornaram marcas da coluna.

Foto: Otávio Timm/O Município

Homem por trás da tela

Por trás das publicações, há também uma rotina rígida. Ciro conta que mantém o hábito de se levantar todos os dias às 4h30, antes do nascer do sol.

Somente após preparar um café com leite, sem açúcar, ele inicia o trabalho de escrita e organização do conteúdo. O horário, segundo ele, permite acompanhar as primeiras variações do clima e produzir os textos com mais tranquilidade.

Atualmente, muitas das pautas surgem a partir do contato direto com os leitores. “As pessoas chegam até mim com sugestões e dizem: ‘Ciro, tenho uma história interessante para você contar’”, relata.

Espaço utilizado por Ciro para produção das matérias | Foto: Otávio Timm/O Município

Esse vínculo com o público é apontado por Ciro como uma das principais motivações para manter o projeto ativo. “Em meio a tantas notícias pesadas, as pessoas encontram na coluna uma leitura mais leve. É isso que me motiva a subir na motocicleta e ir ao encontro delas”, destaca.

Mesmo quando a pauta não corresponde à expectativa inicial, Ciro diz que o compromisso é entregar uma boa história.

“A pessoa confiou em mim e eu preciso transformar aquilo em algo atraente. A criatividade entra justamente aí, nas imagens, nos ângulos e na forma de contar”, afirma.

Ao completar 10 anos, a coluna segue ativo e com publicações regulares. “Chegar a janeiro de 2026 com a coluna no ar é motivo de gratidão. É um trabalho construído aos poucos, com dedicação e respeito ao leitor. Só tenho a agradecer a todos que me acompanham, ao Everton, à equipe do jornal O Município e especial ao Andrei, que sempre acreditou que poderia fazer tudo isso".

Motocicleta utilzada por Ciro para ir até as pautas | Foto: Otávio Timm/O Município