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Arquibancadas viveram dois jogos distintos no clássico entre Brusque e Carlos Renaux

Torcida rubro-anil apostou no empate até o fim, enquanto quadricolor oscilou entre tensão e alívio com a vitória

O clássico entre Brusque e Carlos Renaux, disputado na noite deste domingo, 11 de janeiro, foi acompanhado pelas arquibancadas com emoções opostas.

Enquanto dentro de campo o placar terminou em 1 a 0 para o Brusque, fora dele a sensação foi de que dois jogos diferentes se desenrolavam simultaneamente, impulsionados pela expectativa, pela frustração e pela esperança das duas torcidas.

Apoio e confiança rubro-anil no início

Do lado rubro-anil, o início foi de empolgação contida. A torcida do Carlos Renaux entrou no estádio consciente da dificuldade do confronto, mas disposta a apoiar.

Os primeiros minutos foram marcados por cantos constantes, sobretudo no setor central da arquibancada, em resposta ao desempenho da equipe, que conseguiu ocupar o campo de ataque e criar mais ações ofensivas ao longo do primeiro tempo.

A presença frequente no setor defensivo do Brusque alimentou a sensação de que o gol poderia sair a qualquer momento.

Gol do Brusque muda o ambiente

Esse cenário mudou aos 34 minutos da etapa inicial, quando o Brusque marcou com Medeiros. O gol teve impacto imediato no ambiente. Parte da torcida do Renaux silenciou, substituindo a euforia pela cautela. Ainda assim, um grupo manteve o apoio, sustentando os cantos na tentativa de empurrar o time para buscar a reação.

Entre os torcedores rubro-anis, a avaliação era de que o desempenho até então justificava a confiança. O aposentado Ademir Santos, de 58 anos, resumiu o sentimento nas arquibancadas.

“É uma partida especial e histórica, mas é um confronto que vale algo, não é amistoso, é coisa séria. Eles acertaram um chute e foram felizes, mas isso não descreveu nem de perto o primeiro tempo. O Carlos Renaux esteve bem até os 35 minutos. Acho que dá para virar a partida. Eu e o restante da torcida acreditamos nisso, sem dúvida”.

Tensão e cobranças entre os quadricolores

Já entre os quadricolores, o primeiro tempo foi vivido com mais apreensão. A expectativa criada para o clássico contrastou com uma atuação considerada abaixo do esperado.

A impaciência se manifestou cedo, principalmente em reclamações direcionadas à arbitragem, contestada a cada marcação. A cada investida do Renaux, o desconforto crescia nas arquibancadas, refletindo o receio de sofrer o gol.

Um gol que vira a chave emocional

O gol de Medeiros funcionou como um divisor emocional. A arquibancada quadricolor, até então inquieta, encontrou no lance um ponto de virada.

A reação foi intensa, não apenas pela vantagem no placar, mas pelo alívio em um momento em que o adversário vivia seu melhor período no jogo.

Foto: Otávio Timm/O Município

Segundo tempo mais contido até a expulsão

No segundo tempo, a torcida do Brusque adotou postura mais contida. A vantagem construída no fim da primeira etapa trouxe certa tranquilidade, mesmo com o Carlos Renaux voltando do intervalo mais ofensivo.

O ambiente permaneceu relativamente controlado até a expulsão do zagueiro Alisson Cassiano, aos oito minutos, após revisão do VAR.

Pressão rubro-anil e minutos de apreensão

A decisão da arbitragem alterou novamente o clima no estádio. A torcida rubro-anil se reanimou, retomando os cantos com mais intensidade diante da superioridade numérica.

A pressão aumentou, e a cada bola levantada na área ou finalização de média distância, as arquibancadas reagiam com expectativa crescente.

Do outro lado, o Brusque recuou e passou a explorar os contra-ataques. A torcida quadricolor viveu minutos de tensão, acompanhando a defesa do time diante da insistência do adversário.

Alívio com o apito final

Ao apito final, o sentimento predominante entre os quadricolores foi de alívio. Para o estudante Leandro Araldi, de 25 anos, a vitória não apagou a insatisfação com o desempenho.

“O Brusque não jogou bem em nenhum dos tempos, mas saiu com a vitória no clássico. No fim, é o resultado que importa, mas não jogou bem. A expulsão teve importância, mas não pode mascarar a realidade. A única chance que teve o time aproveitou, e isso é o futebol. Quando ficou com um a menos, o técnico tirou os atacantes, o que foi perigoso e anulou a chance de fazer o segundo gol”.

Clássico histórico também fora de campo

Com 3.489 torcedores presentes na Arena Simon, o clássico histórico ficou marcado não apenas pelo primeiro encontro entre Brusque e Carlos Renaux na elite estadual, mas também pelas diferentes leituras feitas pelas arquibancadas.

Entre confiança, crítica, esperança e alívio, a torcida foi parte ativa de um jogo que, fora das quatro linhas, teve intensidade do primeiro ao último minuto.