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Hospital Azambuja de Brusque realiza primeira histerectomia com o sistema robótico Da Vinci

Procedimento representa avanço na área da ginecologia

O Hospital Azambuja realizou, na última semana, a primeira histerectomia com o uso do sistema robótico Da Vinci na instituição. O procedimento representa um avanço específico na ginecologia, uma vez que o hospital já utiliza a cirurgia robótica em outras especialidades, mas pela primeira vez aplicou a tecnologia na retirada do útero.

A histerectomia é a cirurgia indicada para a retirada do útero, realizada em diferentes situações clínicas, como sangramento uterino excessivo que não responde ao tratamento clínico, miomas, adenomiose, algumas alterações do endométrio e determinados tipos de câncer do útero. Com o uso do sistema robótico Da Vinci, o procedimento passa a ser realizado com maior precisão, segurança e menor impacto para a paciente.

A cirurgia foi realizada pela médica Bárbara Fiorentin Giordani Gamba. “É um momento de muita realização e também de muito orgulho. Para oferecer esse tipo de tecnologia, é necessário preparo, equipe e estrutura. Para o hospital, é um passo importante na sua história, demonstrando o compromisso em oferecer o que há de mais avançado à nossa comunidade”, destaca.

Como funciona a cirurgia robótica?

Bárbara ressalta que, apesar do uso da tecnologia, o robô não realiza a cirurgia sozinho. “Quem opera é sempre o médico. O cirurgião fica sentado em um console, com controles nas mãos e nos pés, comandando os movimentos dos braços do robô dentro do abdômen da paciente”, explica.

Foto: Divulgação

A principal diferença em relação às técnicas tradicionais está na visualização em três dimensões e na precisão dos movimentos. O sistema robótico reproduz os movimentos da mão humana com ainda mais estabilidade, eliminando tremores e permitindo maior controle dos tecidos. 

Segurança e benefícios para a paciente

Em termos de segurança, os ganhos são significativos. “Na histerectomia abdominal clássica, com corte na barriga, a perda sanguínea pode variar entre 300 e 500 mililitros. Na cirurgia robótica, o sangramento geralmente fica abaixo de 100 mililitros, graças à precisão e à melhor visualização das estruturas”, detalha a ginecologista.

Para a paciente, isso se traduz em menos dor, menor sangramento, menor risco de complicações e retorno mais rápido às atividades do dia a dia, além de uma recuperação mais confortável.

Ampliação do acesso e tendência de crescimento

Para o gestor do Hospital Azambuja, Gilberto Bastiani, a realização da primeira histerectomia robótica representa uma conquista institucional relevante. “Esse procedimento marca um novo momento para o hospital e reforça nossa capacidade de oferecer tratamentos de alta complexidade com tecnologia, segurança e qualidade. É uma realização que traduz o trabalho conjunto das equipes, o investimento contínuo em estrutura e o compromisso do Azambuja com a evolução da assistência em saúde”, destaca.

Poder realizar esse procedimento em Brusque facilita todo o processo, reduz custos com deslocamento e permite maior proximidade com a equipe médica no pós-operatório.

Bárbara Fiorentin Giordani Gamba

Segundo Bastiani, cada novo procedimento incorporado amplia o papel do hospital como referência regional. “Avançar na cirurgia robótica, agora também na ginecologia, demonstra que o Hospital Azambuja segue preparado para responder às demandas da população, com inovação, responsabilidade e foco no cuidado com as pessoas”, completa.

Na avaliação da doutora Bárbara, esse avanço tem impacto direto no acesso das pacientes da região. “Antes, mulheres que precisavam de cirurgia robótica tinham que se deslocar para outros municípios. Poder realizar esse procedimento em Brusque facilita todo o processo, reduz custos com deslocamento e permite maior proximidade com a equipe médica no pós-operatório”, ressalta.

Com a realização da primeira histerectomia robótica, a expectativa é ampliar progressivamente o uso da tecnologia na ginecologia do Hospital Azambuja. “A ginecologia é uma das especialidades que mais utilizam cirurgia robótica no mundo, e a tendência é que esse avanço também se consolide no Azambuja”, afirma a médica.

Além da doutora Bárbara Fiorentin Giordani Gamba, integraram a equipe cirúrgica os médicos Carlos Eduardo Mattos da Cunha Andrade e Guilherme Gamba, e o anestesiologista Fabrício Capello Brasil. A equipe contou ainda com a enfermeira Amanda, as técnicas de enfermagem Amanda, Camylla e Andressa, e a instrumentadora cirúrgica Andreia Reis.