Prefeitura inicia mutirão de atendimento de biópsias dermatológicas em Brusque
Casos com suspeita de câncer de pele possuem preferência na fila de espera
A Secretaria de Saúde de Brusque iniciou nesta terça-feira, 3, a primeira fase do mutirão de biópsias dermatológicas, com foco na investigação de lesões suspeitas de câncer de pele. A ação ocorre na Policlínica e os atendimentos serão realizados todas as terças-feiras para os pacientes que já estavam na fila de espera.
Ao todo, 448 pessoas aguardam pelo procedimento e a ordem de chamada segue a fila do sistema de regulação, mas casos classificados como prioridade amarela, quando há suspeita de maior gravidade, como possível câncer de pele, têm atendimento preferencial.
O mutirão busca agilizar diagnósticos e, consequentemente, o início do tratamento quando necessário, pois o diagnóstico precoce é um dos principais fatores para aumentar as chances de cura.
Para a médica dermatologista Bárbara Klein, o tema exige atenção constante da população, “o câncer de pele é um problema de saúde pública em nosso país, é o câncer mais comum tanto no Brasil quanto no mundo. E quando pensamos em câncer de pele, geralmente a gente lembra do melanoma, que é aquele câncer mais grave, que pode dar metástase. Porém, a gente também não pode esquecer do principal tipo de câncer de pele, que são justamente os carcinomas”.
Os carcinomas são mais comuns e, apesar de geralmente apresentarem menor risco de metástase que o melanoma, também exigem tratamento. “Os carcinomas são aquelas lesões que geralmente são avermelhadas, coçam, sangram, não cicatrizam”, detalha a médica.
Durante o mutirão, é realizada a biópsia das lesões suspeitas. O material coletado é encaminhado para análise em laboratório, responsável por confirmar ou descartar o diagnóstico de câncer. A partir do resultado, o paciente é direcionado para o tratamento adequado.
“Tendo essa confirmação, a gente procede para o tratamento que acaba sendo, na maior parte das vezes, cirúrgico. As cirurgias de baixa complexidade são realizadas na Policlínica com anestesia local. O paciente está acordado, está consciente, acompanhando todo o procedimento, mas ele não sente nada.”
A dermatologista pede para que a população fique atenta a sinais na pele e busque avaliação médica ao notar alterações. “A dica de ouro é: observem a pele de vocês. Qualquer mancha que não cicatrize, que coce, que sangre, procure o médico dermatologista, usem protetor solar e evitem a exposição excessiva ao sol. A importância do diagnóstico e do tratamento precoce é justamente elevar as chances de cura da doença”, finaliza Bárbara.