Seis anos após início da pandemia, mortes por Covid-19 se aproximam de zero em Brusque
Município registra queda expressiva nos casos e óbitos, com apenas uma morte contabilizada em 2025
Seis anos após o início da pandemia que transformou a rotina da população, a Covid-19 deixou de figurar entre as principais causas de adoecimento e morte em Brusque.
Dados recentes indicam uma queda expressiva no número de casos e de óbitos ao longo dos últimos anos, embora um óbito ainda tenha sido registrado no município no início de 2025.
Conforme a Secretaria de Saúde, o atual cenário de controle da Covid-19 é resultado de um conjunto de fatores construídos gradualmente ao longo do tempo.
Segundo dados oficiais, houve uma redução significativa tanto no número de casos quanto, principalmente, nos óbitos. Em 2025 foi registrado apenas um óbito relacionado à doença no município, além da manutenção de uma baixa incidência semanal, com diversas semanas epidemiológicas zeradas ou com poucos casos confirmados.
De acordo com a Secretaria de Saúde de Brusque, entre os principais fatores que contribuíram para esse cenário estão a ampla cobertura vacinal da população, incluindo doses de reforço nos grupos prioritários; a imunidade coletiva adquirida ao longo do tempo, seja por meio da vacinação ou de infecções prévias; e a mudança no comportamento do vírus, que passou a provocar, na maioria dos casos, quadros clínicos leves.
De acordo com a pasta, o resultado também reflete melhorias na rede de atenção à saúde, especialmente no diagnóstico, no manejo clínico precoce e no monitoramento epidemiológico.
O secretário municipal de Saúde, Ricardo Freitas, destaca que a Covid-19 deixou de ser uma das principais causas de adoecimento no município, mas segue sendo monitorada de forma permanente, integrada à vigilância das síndromes respiratórias, especialmente em períodos sazonais.
“Embora a Covid-19 esteja sob controle, as doenças respiratórias continuam sendo um desafio relevante para a saúde pública, com destaque para vírus como a Influenza A (H3N2), que apresentam potencial de impacto assistencial, sobretudo entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades”, explica o secretário.
Ainda conforme a secretaria, o cenário atual representa um pós-pandemia de controle, que não significa o fim da atenção à Covid-19, mas sim sua incorporação definitiva às rotinas de vigilância e assistência em saúde, com atenção contínua à circulação viral e à proteção dos grupos mais vulneráveis.