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Catarina Kasten: caso de mulher morta em Florianópolis fez polícia reabrir investigação de estupro contra idosa

Autor de crime em 2025 é considerado suspeito da violência de três anos atrás

O caso da morte de Catarina Kasten, de 31 anos, fez a Polícia Civil reabrir uma investigação de estupro contra uma idosa de 69 anos em 2022. Isso ocorreu porque o homem preso pela morte de Catarina havia sido testemunha do primeiro crime e, agora, é considerado suspeito da violência há três anos.

A Polícia Civil informou que irá confrontar os materiais coletados e os vestígios genéticos encontrados nos dois casos para identificar possíveis compatibilidades. Detido de forma preventiva, Giovane Correa Mayer admitiu o ataque contra Catarina durante o depoimento, porém negou qualquer participação na agressão à idosa.

O suspeito, natural de Viamão, no Rio Grande do Sul, vive na região Sul da capital desde 2019, junto com familiares. A Polícia Civil também apura a possível relação de parentes próximos com os fatos investigados.

Catarina Kasten


Por volta do meio-dia, soube, em um grupo de mensagens, que objetos da jovem haviam sido encontrados na trilha. Ele confirmou com a professora que Catarina não compareceu à aula e acionou a Polícia Militar.

As buscas avançaram no início da tarde. Dois homens informaram aos policiais que haviam visto um corpo no interior da trilha. O Samu, a Polícia Civil e a Polícia Científica foram chamados para atender a ocorrência.

Logo depois, a PM chegou ao suspeito, identificado como Giovane Correa Mayer, 21 anos. Em depoimento, ele admitiu ter asfixiado Catarina com um cadarço e relatou a violência sexual. O material genético recolhido no local foi enviado para análise.

Identificação do criminoso


A identificação do agressor foi possível após a análise de câmeras de segurança e de fotos feitas por duas turistas, que estranharam o comportamento dele na região.

Com o suspeito reconhecido, equipes da Polícia Militar localizaram Giovane na casa onde morava, na Praia da Armação. Ele confessou o crime e indicou onde havia escondido o corpo. Roupas usadas no ataque foram apreendidas.

Natural de Viamão (RS), Giovane vive na região desde 2019 e costumava circular pela trilha. À polícia, disse ter retornado de uma festa naquela manhã. Ele está preso enquanto a Polícia Civil conclui o inquérito.

Quem era a vítima e atualizações
Catarina era pós-graduanda em estudos linguísticos e literários na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e formada em Letras Inglês. Professora e pesquisadora, já planejava ingressar no doutorado. Antes disso, cursou engenharia de produção e integrou o Centro Acadêmico.

No sábado, 22, amigas, colegas e moradoras refizeram o trajeto da trilha em protesto. O ato reuniu dezenas de mulheres que pediram por segurança e denunciaram o feminicídio.

A UFSC divulgou nota lamentando a morte, repudiando a violência contra mulheres e cobrando apuração rigorosa do caso.

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