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Empresária recebe ligação de suposto gerente de banco e perde R$ 100 mil em golpe, em Brusque

Ela afirma que golpista se passou por profissional e repassou informações pessoais

Uma empresária, de 34 anos, recebeu uma ligação de um suposto gerente de seu banco e acabou perdendo cerca de R$ 100 mil em um golpe em Brusque. O caso ocorreu nesta quarta-feira, 4.

Ela mora em São João Batista, mas é sócia de um posto de combustíveis no bairro São Luiz e trabalha em Brusque. Segundo relato exclusivo ao jornal O Município, a mulher recebeu uma ligação na tarde de terça-feira, 3, de um número fixo de Brusque, sobre uma suposta divergência na assinatura de um cheque que havia sido depositado no banco. Uma mulher falava ao telefone.

O documento havia sido assinado pelo avô dela, de 84 anos. Ela conta que já havia recebido outras ligações do banco questionando se os cheques enviados deveriam ser compensados por questões de segurança e, por isso, não desconfiou do golpe.

Após alguns minutos de conversa, a suposta atendente disse que iria transferir a ligação para o gerente da conta. A conversa com o homem durou cerca de duas horas.

“Me informaram o número do cheque e o valor, por isso não desconfiei. O banco é o único que pode saber disso. Depois, o suposto gerente me pediu para entrar no suposto site do banco e digitar minha agência e minha conta corrente. A partir daí, tiraram todas as minhas informações”, relata.

A mulher, que preferiu não se identificar, enviou à reportagem um vídeo do site falso. O layout e as cores do banco eram semelhantes aos do site verdadeiro. Ao verificar a conta, ela percebeu que haviam sido pagos quatro boletos, nos valores aproximados de R$ 40 mil e R$ 10 mil, além de constatar que a conta havia sido bloqueada. O prejuízo total foi de R$ 102 mil.

No dia seguinte, na quarta-feira, a mulher se encontrou com o verdadeiro gerente do banco no posto de combustíveis. Questionado por ela, o profissional afirmou que não havia feito nenhuma ligação no dia anterior.

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De acordo com a vítima, o número dele é o mesmo utilizado pelos golpistas, o que sugere que o telefone tenha sido clonado.

“Até a voz era parecida, imagino que tenham usado inteligência artificial. Eu nunca havia falado com ele e, quando conversamos pessoalmente, reconheci a voz. Não sei o que pensar, porque foi tudo muito estranho”, afirma.

Ela diz que entrou em contato com o banco e abriu um protocolo para tentar reverter a situação, mas foi informada de que a instituição não arcaria com o prejuízo. A mulher também registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil.

A Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Brusque tomou ciência do caso nesta sexta-feira, 6, com o recebimento do boletim, e irá realizar o interrogatório da vítima e reunir os documentos necessários antes de instaurar um inquérito policial.