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Como uma casa de Brusque virou referência em memória e preservação

Propriedade reúne objetos históricos, acervo afetivo e dedicação diária

Entre os cenários pouco conhecidos do interior de Brusque, há espaços que revelam histórias singulares de vida, cultura e preservação.

No bairro Dom Joaquim, a rua Beira Rio abriga uma casa histórica, destacada pelo acervo preservado, consolidada como referência ao unir arte e natureza.

Nesse contexto, a residência de Vanda Helena Lombardi, mãe de dois filhos e avó de três netos, destaca-se não apenas por estética, mas também pelo significado que carrega.

O imóvel, cuidadosamente ornamentado ao longo dos anos, apresenta uma composição que ultrapassa a função decorativa e traduz a trajetória de uma mulher que encontrou, na criatividade e no contato com a terra, uma forma de reorganizar a própria história.

A casa histórica

Logo na área externa, o ambiente chama atenção pela diversidade de plantas cultivadas.

Flores e folhagens ocupam praticamente todos os espaços disponíveis, compondo um cenário que se tornou ponto de observação para os transeuntes.

A disposição das espécies reflete um trabalho diário de cuidado e manutenção, que faz do jardim uma extensão direta da rotina da moradora.

Também no interior da residência, o vínculo com o passado se mantém presente.

Objetos herdados de gerações, como um armário com mais de um século de existência, telefones antigos e rádios de outras épocas, reforçam o caráter de preservação da memória familiar.

Cada peça exposta cumpre a função de registro histórico, revelando uma relação afetiva construída a partir da continuidade entre gerações.

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Vanda se conecta com o passado, trazendo à vida as histórias que ecoam em cada toque do seu telefone antigo/Texto da legenda | Foto: Ciro Groh/O Município

Raízes na infância

Sobretudo, a ligação de Vanda com a natureza é resultado de uma vivência iniciada ainda na infância, quando auxiliava os pais, Celso Schwamberger e Ana, já falecida, nas atividades da lavoura.

Essa experiência consolidou uma relação permanente com o cultivo da terra, que se manteve mesmo após mudanças pessoais e familiares.

Após o falecimento do irmão, Altair Schwamberger, em 2024, esse vínculo ganhou um novo significado.

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Dedicação às plantas

A dedicação às plantas passou a ocupar papel central na rotina, funcionando como elemento de reorganização emocional e enfrentamento do luto.

O cuidado diário com o jardim deixou de ser apenas hábito e passou a integrar um processo mais amplo de reconstrução pessoal.

Atualmente, a rotina da moradora inclui momentos de oração e atenção constante às plantas.

Segundo sua percepção, o desenvolvimento das espécies está diretamente associado ao estado emocional, o que reforça a ideia de que o contato com a natureza pode assumir função terapêutica e contribuir para o equilíbrio no cotidiano.

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Vanda e o pai, Celso, em imagem que então reúne diferentes gerações envolvendo a casa histórica/Texto da legenda | Foto: Ciro Groh/O Município

Referência afetiva

Nesse cenário, a casa histórica de Vanda se consolida como um espaço de referência afetiva e cultural em Brusque.

A combinação entre memória, arte e natureza traduz uma experiência que ultrapassa os limites da ornamentação doméstica e se transforma em exemplo de valorização das raízes familiares, resiliência e permanência dos vínculos construídos ao longo do tempo.

Casa histórica em fotos

Por fim, a matéria se encerra na presença de uma galeria de fotos organizada em dois carrosséis, reunindo imagens que ilustram, de forma clara e objetiva, os principais elementos do ambiente da casa histórica, descritos ao longo do texto.

Os registros destacam a fachada da residência, o jardim, os ambientes internos e parte do acervo histórico preservado, reforçando visualmente a narrativa e permitindo uma imersão direta nos detalhes que fazem dessa casa histórica um dos cenários mais singulares do bairro Dom Joaquim.

Fotos: Ciro Groh/O Município

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Fotos: Ciro Groh/O Município

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