Após disputa judicial, Éder Leite inicia transferência de cães para sítio em Botuverá

Área de mais de 90 mil m² foi comprada por pessoa anônima que colabora com ele

Após disputa judicial, Éder Leite inicia transferência de cães para sítio em Botuverá

Área de mais de 90 mil m² foi comprada por pessoa anônima que colabora com ele

Éder Leite, que mantém um abrigo de animais em Brusque, começou no sábado, 20, a levar alguns deles a um sítio com área estimada entre 90 e 110 mil m², no interior de Botuverá, próximo ao limite com Vidal Ramos. O imóvel foi comprado por um colaborador de Leite, que prefere não se identificar. O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) pede à Justiça que os animais sejam retirados da residência de Leite e de sua esposa, Alessandra Rech.

O sítio está em nome do anônimo, e deverá ser transferido assim que Leite tiver a documentação de Organização Não-Governamental (ONG). No sábado, 13 cães foram levados, e na segunda-feira, 22, outro animal foi transferido. Eles ficam numa área cercada do terreno, que possui áreas cobertas, como um galpão e um rancho ao lado da casa do sítio.

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Um caseiro, mantido pelo “financiador” de Leite, faz os cuidados preliminares e alimenta os cães. O protetor afirma ainda que tem ido ao local diariamente, para providenciar a estrutura necessária para transferir todos os cães o quanto antes, como áreas cercadas.

“Pedimos para a Promotoria nos deixar mais sossegados por três meses, enquanto providenciamos tudo. Os documentos referentes à compra do sítio serão incluídos no processo. Vamos agilizar para tirarmos todos os animais daqui, com alguns improvisos. O espaço é maravilhoso, ótimo ver eles correndo pela grama”, explica.

A longo prazo, a ideia é de que o sítio acabe se transformando em um grande abrigo para animais domésticos e até silvestres que, criados em cativeiro, não tenham mais condições de voltar à vida selvagem. Para isso, é visada uma parceria com a Polícia Ambiental. “Foi uma reviravolta gigantesca esta ajuda”, afirma.

Entenda
No dia 10 de janeiro, a Justiça de Brusque havia acolhido pedido liminar do Ministério Público para que fosse determinado o recolhimento de cerca de 70 animais que são mantidos pelo casal, de acordo com o Ministério Público, eram vítimas de maus tratos. Na ocasião, quem concedeu foi a juíza Andréia Regis Vaz.

A prefeitura seria obrigada a recolher os animais, tratá-los devidamente e dar-lhes algum destino. O município poderia pagar multa diária de R$ 1 mil.

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Já Éder Leite e Alessandra Rech estavam sujeitos a pagar multa de R$ 10 mil por animal excedente, começando a contar a partir do sétimo. Na decisão, com base nas informações técnicas, a juíza considerou que o casal podia manter até seis animais.

Leite sempre contestou as afirmações de maus-tratos. Ele diz que tem comprovação de que já efetuou os trâmites para mais de 200 doações.

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