A pandemia de Covid-19 afetou indústrias de pequeno, médio e grande porte, de todos os setores. Os primeiros meses, a contar de março de 2020, foram bastante críticos e também decisivos para o futuro das organizações.

Economista do Observatório da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Marcelo de Albuquerque avalia que os esforços dos industriais catarinenses, aliado aos estímulos fiscais do governo, foram preponderantes para que a crise gerada pela pandemia não fosse ainda mais profunda.

De acordo com ele, manter os investimentos mesmo em um momento econômico delicado em todo o mundo foi fundamental para que a indústria conseguisse finalizar 2020 com resultados positivos e gerando novos postos de trabalho.

“O investimento é um indutor do crescimento econômico. É preciso investir para estimular a atividade de uma maneira geral”, afirma.

O economista destaca que a indústria passou por momentos bem distintos durante a pandemia. Os primeiros três meses foram de queda total de investimentos, redução forte nos estoques e nos custos. Com o tempo, porém, houve uma readequação produtiva no Brasil, as indústrias tiveram que se readaptar para retornar às atividades de forma gradual e com menos riscos.

Setor industrial puxou a recuperação da economia durante a pandemia | Foto: Cookie_studio/Freepik

“Este processo acontece em conjunto aos estímulos fiscais do governo, que fizeram a retomada veloz da demanda”.

Com os estoques baixos, os empresários precisaram investir para conseguir suprir a alta demanda dos consumidores, principalmente nas indústrias ligadas à construção civil, eletrodomésticos e moda casa.

“O empresário precisou investir em produção, compra de maquinário, tecnologia, para atender a demanda repentina. Durante este período, o investimento da indústria foi preponderante para que 2020 tivesse uma recuperação, puxada justamente pelo setor industrial, que fechou com o maior saldo de empregos na pandemia”.

Marcelo de Albuquerque avalia que em 2021, a indústria entrou em uma nova fase deste ciclo, com a retomada dos outros setores, como comércio e serviços. De acordo com o Observatório Fiesc, a intenção de investir da indústria catarinense chegou ao patamar histórico de 70.5, índice bem acima do nacional, que está em 58.5.

“Isso é muito bom. Quanto maior o número, significa que a intenção de investir está cada vez mais disseminada entre as indústrias catarinenses”.

Para os próximos meses, o economista avalia que o cenário deve ser positivo, mesmo com as quedas registradas desde fevereiro e as dificuldades com os preços dos insumos em todos os setores.

“Os setores de comércio e serviços demoraram bastante para retomar, mas a medida que esses setores vão voltando a ter uma performance maior, isso tende a estimular o setor industrial”.

Olhar para o futuro

O especial Olhar para o Futuro mostra, justamente, exemplos de empresas de Brusque que continuaram investindo e cresceram durante a pandemia de Covid-19.

São indústrias de diferentes setores, que conseguiram superar as dificuldades impostas pela pandemia e contribuíram para manter a economia catarinense girando e gerando empregos, além de já planejarem novos investimentos para o futuro.

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