Cassiano Tavares, o Cacá, 43 anos, cresceu rodeado por música. Desde pequeno, sempre teve contato com os mais diversos estilos musicais, principalmente por influência do pai, o radialista Saulo Tavares, 71 anos.

Cacá é o primeiro dos cinco filhos de Tavares, que há 56 anos anima as manhãs dos ouvintes da rádio Araguaia. Devido à profissão do pai, cresceu em meio aos estúdios da emissora brusquense e, naturalmente, desenvolveu um interesse pela música.

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Roqueiro assumido, teve o primeiro contato com o gênero por meio do pai. “Era um disco dos Beatles, uma coletânea com as 20 melhores da banda que o meu pai me deu. Eu tinha mais ou menos uns 10 anos e tenho o disco até hoje”, conta.

Ele também lembra que nessa época, acompanhava o pai todos os sábados nos estúdios da rádio Araguaia. Quando terminava o programa, o pai o levava até a antiga loja Hermes Macedo (HM), onde havia uma grande seção dedicada aos discos.

Desde pequeno, Cacá acompanhava o pai, Saulo, nos estúdios da rádio Araguaia | Foto: Bárbara Sales

“Uma vez o pai disse que eu poderia escolher um. Comecei a olhar e me chamou muito a atenção o disco do Titãs, Cabeça Dinossauro. Eu não conhecia a banda, mas vi que tinha uma música que eu conhecia porque tocava na novela. Escolhi esse disco e quando cheguei em casa comecei a ouvir e gostei muito. Me interessei mais ainda pelo rock”.

O estilo roqueiro do filho se tornou comum para o pai, mesmo tendo um gosto musical completamente diferente. Saulo Tavares diz gostar de todos os gêneros, já que considera que a música reflete o momento.

Em seu programa na rádio, Saulo toca o que os ouvintes da Araguaia mais gostam, como sertanejo raiz, música caipira, aquelas que fizeram sucesso no passado e que têm um lugar reservado no coração de cada um. “Tem algumas músicas que ultrapassam gerações. Alguns estilos musicais são eternos, outros são modismos. Eu faço o meu programa para os ouvintes”, afirma.

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Saulo afirma que, nos momentos de lazer, escuta de tudo. “Não existe uma regra fixa. É o que você sente, depende do estado da alma. Se eu estou tomando um vinho, por exemplo, nada impede de querer ouvir um tango. Meu gosto vai de Tonico e Tinoco a Frank Sinatra”, diz.

Cacá, que também é radialista e apresenta um programa na rádio Cidade, diz que a preferência que ele tem pelo rock não o impede de se divertir com outros estilos. “Tudo depende do momento. Numa festa, entre amigos, nada me impede de curtir funk, sertanejo. Não tem quem não saiba cantar Evidências, por exemplo, mas não é algo que eu coloco pra escutar no carro”.

Pai e filho acreditam que há espaço para todos os estilos de música no mercado. “Hoje está bem mais democrático que há 20 anos, por exemplo. Tem muita música boa atualmente, basta saber filtrar”, diz Cacá.

“Sou da opinião que tem que respeitar todos os estilos e músicas. Se está fazendo sucesso hoje, alguma qualidade deve ter”, afirma Saulo. “Se fosse tudo 100%, se todo mundo gostasse do mesmo estilo, não teria graça. O valor está justamente nisso: cada um escolher e escutar o que acha melhor”, finaliza.

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