Ir para o conteúdo

Autor de assassinato na praça Barão de Schneeburg, em Brusque, já havia cometido outro homicídio no local

Crime anterior aconteceu em 2018

Thiago de França, o homem que esfaqueou e matou Anderson Maia na praça Barão de Schneeburg, em Brusque, no dia 21 de dezembro de 2025, já havia cometido outro homicídio no mesmo local em 2018.

As informações foram confirmadas ao jornal O Município pelo delegado Fernando Farias, responsável pela investigação da morte de Anderson, de 33 anos.

O crime anterior aconteceu no dia 28 de maio de 2018, por volta das 20h40. De acordo com o delegado, Thiago, de 36 anos, se desentendeu com Rodrigo dos Santos por motivos fúteis e, após ingerir bebida alcoólica, começou a agredi-lo com chutes e socos.

Quando Rodrigo caiu no chão, Thiago o esfaqueou com uma faca de cozinha nas costas, atingindo-o no lado esquerdo, próximo ao pulmão. Rodrigo foi atendido pelo Corpo de Bombeiros e faleceu dois meses depois da agressão.

O delegado afirma que, na ocasião, Thiago atingiu a vítima de surpresa, o que tornou impossível a sua defesa. No caso de Anderson, Thiago o esfaqueou enquanto ele dormia.

Fernando afirma que a investigação ainda apura o motivo do esfaqueamento de Anderson, mas que, a princípio, também teria ocorrido por causas “insignificantes”.

WhatsApp

As notícias chegam antes para quem está no grupo de WhatsApp do jornal

Toque aqui e entre

Foragido

A Polícia Civil solicita o apoio da população para localizar Thiago. Ele possui mandado de prisão em aberto e encontra-se em situação de rua, mas não há informações claras sobre seu paradeiro.

Qualquer informação que auxilie na identificação do paradeiro do investigado pode ser repassada de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia 181 ou pelo WhatsApp (47) 3251-8298.

Relembre o crime

Anderson Maia, homem em situação de rua que foi assassinado na praça Barão de Schneeburg, vivia em Brusque havia um mês. Antes, ele estava em Itajaí, mas o pai mora em Mafra, no Norte de SC, cidade onde ocorreu o sepultamento.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social de Brusque, anteriormente ele chegou a ser abordado, negou retornar à cidade do pai e passou pelo albergue.

Anderson frequentava o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e estava prestes a iniciar tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

O homem teria se envolvido em uma discussão na manhã do dia do crime. No período da tarde, foi esfaqueado.

“Ele era bem conhecido aqui na praça. Sempre andava com um ursinho de pelúcia preso no peito”, disse uma moradora que estava no local.