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Torcedora do Avaí é indiciada pela Polícia Civil por ofensas racistas em jogo contra o Remo; relembre caso

Conclusão do inquérito foi encaminhada ao Ministério Público

A torcedora do Avaí que foi flagrada em vídeo proferindo ofensas racistas contra torcedores do Remo, em novembro do ano passado, foi indiciada pela Polícia Civil na semana passada.

Ela é acusada pela prática de racismo no contexto de atividade esportiva. A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão. O crime aconteceu na Ressacada, estádio do Avaí, em Florianópolis.

A conclusão do inquérito policial foi encaminhada ao Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), que também deve se manifestar pelo indiciamento ou não da torcedora.

O procedimento na Polícia Civil foi conduzido pela Delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância (DRRDI).

Repercussão

O assunto repercutiu no estado e foi falado até na Câmara de Brusque. Em 18 de novembro, o vereador André Rezini (PP), ex-diretor de futebol do Brusque, abordou o assunto no Legislativo e foi acompanhado pelos demais parlamentares.

“As pessoas precisam ser respeitadas, independente de onde vem. Precisamos tomar consciência e melhorar como povo. Como diretor do Brusque Futebol Clube, viajei para as regiões Norte e Nordeste e sempre fui bem recebido. Então, fica aqui o meu repúdio”.

O vereador Cacá Tavares (Podemos) também se manifestou. Ele disse que sempre esteve inserido no contexto do futebol, e sabe que não se trata de um caso isolado. Ele fez críticas à autora do crime.

“Que ser lamentável. Daqui a pouco, terá um vídeo dela com camiseta branca, dizendo que foi mal interpretada, que estava com cachaça na cabeça (sic). Ela vai se ‘arrepender’ porque estava sendo filmada. Alguém do Remo pode ter xingado ela, mas ela falou o que estava dentro dela. Esta senhora é racista. Ela vai se arrepender para as câmeras, não de verdade”.

Os vereadores Jean Pirola (PP), Valdir Hinselmann (PL), Pedro Neto (PL), Antônio Roberto (PRD) e Jean Dalmolin (Republicanos) também repudiaram o caso.