Raul Sartori

Jornalista graduado em Ciências Sociais, atua na imprensa catarinense há cerca de 40 anos - raulsartori@omunicipio.com.br

Governo de Santa Catarina terá expediente regular entre Natal e Ano Novo

Raul Sartori

Jornalista graduado em Ciências Sociais, atua na imprensa catarinense há cerca de 40 anos - raulsartori@omunicipio.com.br

Governo de Santa Catarina terá expediente regular entre Natal e Ano Novo

Raul Sartori

Raivinha
Entre os funcionários públicos do Estado, a decisão do governador Pinho Moreira de cancelar, pela primeira vez nos últimos 15 anos, o feriadão de fim de ano – entre o Natal e Ano Novo – , está sendo vista como uma “vingança” pela derrota dos MDB nas urnas, em especial em Florianópolis.

Estraga prazer
O corte no feriadão dos servidores do Estado entre o Natal e Ano Novo terá consequências no interior do Estado, com prefeitos seguindo a determinação do governador Pinho Moreira. Em tempos recentes tal privilégio era visto com certa indiferença pela população. Desde a vitória de Jair Bolsonaro as percepções mudarem e tem prefeito sendo emparedado, literalmente.

Menos vereadores
Começou por Chapecó um movimento, que está nos seus primeiros passos, e que merece atenção. A proposta, levada ao prefeito Luciano Bulligon, embutida numa lista de várias outras, é que ele tome a iniciativa pela mudança na lei orgânica local e que permita a redução do número de vereadores e, paralelamente, a diminuição, também, do duodécimo, o repasse constitucional e obrigatório para manutenção do Legislativo. Faça-se uma pesquisa e se concluirá o óbvio em praticamente todo lugar: esse poder, no âmbito municipal, tem muito mais repulsa que simpatia da população porque virou cabine de emprego, antros de corrupção e casas de ineficiência. Com honrosas exceções.

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Emprega-se
“O Globo” chamou a atenção, com manchete, para o fato de o governo federal eleito só ter nomes para menos de 10% dos cargos comissionados na administração, situação que deve permitir a manutenção de comissionados nomeados por Michel Temer. O mesmo quadro se aplica ao governador eleito de SC, Carlos Moisés da Silva em sua busca de “técnicos” para assumir cargos em seu governo.

Briga
Assim que for definido o número de praças de pedágio no trecho sul da BR 101, não será surpresa o surgimento de briga surda entre prefeitos. Todos vão querer que fiquem em seus territórios. Todos de olho nos 5% de Imposto sobre Serviços (ISS) para seus combalidos caixas.

Mais médicos
Por que não obrigar os médicos formados pelas universidades públicas a trabalhar nos locais mais afastados, sem estrutura e precários?  Este espaço é testemunha pessoal de convite de uma prefeitura do meio oeste de SC a um jovem recém formado na UFSC, com bolsa de estudo (bancada pelo contribuinte, afinal) para dedicação exclusiva no tal município com salário de R$ 33 mil mensais. Recusou. Preferiu ficar em Florianópolis.

Bicicleta 1
Será um incentivo muito grande para uso da bicicleta em SC se o governador Pinho Moreira sancionar  projeto do deputado João Amim (PP), que propõe a criação do Sistema Cicloviário de SC. Visa incentivar a bicicleta como instrumento de deslocamento e lazer para a população, prevendo sua integração aos demais modais de transportes utilizados no Estado.

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Bicicleta 2
O Legislativo estadual está em vias de aprovar projeto que representa uma homenagem a seu autor, deputado Aldo Schneider, falecido recentemente: obriga as empresas de transporte coletivo municipal e intermunicipal a instalar suporte para bicicletas sem, por isso, cobrar adicional nas suas tarifas. Também estabelece que os futuros editais públicos para a seleção de empresas de transporte incluam o novo serviço.

Não serve
Os membros do grupo de transição do governador eleito, Carlos Moisés, tem recebido sugestões de nomes que poderiam ocupar cargos na futura administração. Mas há também os que fazem questão de levar nomes que “não servem”, anexando as devidas vinculações, quando não com fotos em redes sociais, com amigos não recomendáveis na política, prática de nepotismo e outros predicados ruins.

Satanismo
A UFSC, em nota, diz ser falso o evento “II Semana de Satanismo da UFSC”, noticiado em redes sociais e que teria sido realizado no feriado do último dia 15. Mas não deixa de impressionar fotos em redes sociais de espaços da universidade quase todos tomados por faixas, cartazes e inscrições contra e a favor de tudo e de todos. Em resumo, pela desordem, uma sujeira só.

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