A construção da barragem de Botuverá tem sido uma das bandeiras da Acibr nos últimos anos. Prometida pelo então governador Raimundo Colombo em 2013, a obra nunca saiu do papel, tampouco tem garantia de que, no futuro próximo, vai ser uma realidade.

A obra é considerada fundamental para a prevenção de cheias em Brusque. A barragem será erguida no rio Itajaí-Mirim, em Botuverá, e represará a água antes que ela chegue aos municípios a jusante, no caso, Brusque e Itajaí. Além disso, o governo quer que ela também gere água potável e energia elétrica.

A construção havia sido anunciada em 2013 e era para ter sido terminada em 2017. Contudo, vários problemas se colocaram no meio do caminho.

O primeiro deles foi o licenciamento ambiental com o governo federal, responsável pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Essa fase foi vencida, mas outro obstáculo apareceu: o custo.

A princípio, a obra seria custeada com um financiamento feito com o Banco do Brasil. Mas, em 2018, o governo Eduardo Pinho Moreira usou esse dinheiro para outros fins e deixou a barragem no limbo e jogada na indecisão.

A Acibr apareceu como uma voz na sociedade civil organizada para cobrar uma postura do governo. A pressão foi feita por meio de ofícios enviados ao governo do estado e declarações públicas na imprensa.

O último desdobramento foi uma reunião no dia 9 de setembro, na sede da Acibr. O secretário de estado da Defesa Civil, João Batista Cordeiro, explicou que a obra foi incluída no Plano Nacional de Segurança Hídrica de 2020.

Apesar disso, a vinda da verba não está garantida. Por isso Cordeiro pediu que seja feita pressão política para que a barragem receba atenção federal, e é aí que a Acibr aparece novamente.

Reunião com o secretário de Estado da Defesa Civil, que ocorreu em 9 de setembro, na Acibr | Foto: Bárbara Sales/Arquivo O Município

Após o encontro, a Acibr ficou de encaminhar ofícios para a bancada catarinense em Brasília, subscrito pelas prefeituras de Brusque, Guabiruba, Botuverá, Itajaí, Navegantes e Balneário Camboriú, que serão beneficiadas pela barragem com a geração de água potável.

Halisson Habitzreuter, presidente da associação empresarial, cobrou o estado por meio do secretário.

“O prejuízo econômico gerado pela enchente não afeta só o poder público, mas também a atividade privada e a população como um todo. Esse é um problema sério da nossa região. Brusque fez o seu dever de casa, tirou as curvas do rio, fez a avenida Beira Rio que agora está sendo continuada, mas isso só não basta. Precisamos da barragem”, disse.

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