A gestão de Halisson Habitzreuter à frente da Acibr ficará, inevitavelmente, reconhecida pelo apoio aos órgãos de segurança pública de Brusque. Nos últimos anos, foram celebrados convênios e a associação exerceu papel importante para que o município não fosse “esquecido” pelo estado.

“Tenho comigo que não vamos conseguir nenhum desenvolvimento econômico sem segurança”, declara Halisson Habitzreuter. Ele avalia que o desenvolvimento econômico leva, em última instância, ao benefício de toda a sociedade.

O presidente da Acibr diz que, no que se refere à segurança, Brusque é praticamente “uma Europa”. A cidade foi considerada a mais segura do país em 2018, conforme pesquisa do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Sempre falo às polícias que não aceitamos redução em nenhum índice”.

O principal alvo da criminalidade são os empresários. Por isso Habitzreuter considera que o papel de protagonismo na segurança é um dever da instituição.

“Brusque é uma cidade muito boa para morar, viver e fazer negócio. A associação tem papel fundamental para fazer a mediação para funcionar entre polícias, prefeitura, Judiciário e demais entidades”, afirma o presidente, que recebeu em 2019 o título de “Amigo da Polícia Civil”. 

Efetivo

Habitzreuter lembra que a falta de efetivo das polícias Civil e Militar se apresentou como a primeira necessidade assim que ele assumiu a presidência. Durante esse período, a Acibr exerceu pressão para que Brusque fosse beneficiada.

No dia 10 de maio de 2016, por exemplo, a associação liderou uma comitiva em busca de respostas junto ao comando da 7ª Regional da Polícia Militar, em Blumenau. Na ocasião, cobrou mais PMs quando da distribuição das novas turmas.

Em 5 de outubro de 2016, novamente a Acibr liderou uma comitiva de entidades, desta vez até Florianópolis. Foi realizada uma audiência com o delegado e secretário adjunto da Segurança Pública do estado, Aldo Pinheiro D’Ávila, o delegado geral da Polícia Civil do Estado, Artur Nitz, e com o comandante geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Paulo Henrique Hemm.

A pauta do encontro incluiu a solicitação de mais policiais militares e também de agentes para a região. A pressão deu certo, tanto que em março de 2017 o 18º Batalhão recebeu reforço de 16 PMs. Em novembro, o estado também anunciou mais efetivo para a Polícia Civil.

Neste sentido, a atuação da Acibr tem sido firme. Mais recentemente, a entidade também apoiou a criação de um colégio militar em Brusque.

Único convênio de SC

A celebração de novos convênios entre as polícias e a prefeitura foi a principal marca da gestão de Halisson Habitzreuter à frente da Acibr. O Ministério Público questionou a legalidade dos fundos que transferiam dinheiro do município para a Polícia Militar e Bombeiros.

Com isso, instalou-se uma crise, pois a verba é fundamental para as corporações. A Acibr atuou como mediadora para uma solução. 

O problema foi resolvido com substituição dos fundos por convênios. Além disso, Brusque avançou na questão da parte investigativa. “Tivemos que trabalhar forte e conseguimos. O fundo da Polícia Civil é o único do estado”, diz Habitzreuter.

O Instituto Geral de Perícias (IGP) também tem recebido atenção, porém, não tem um convênio firmado.

Inteligência

A Acibr tem um projeto de interligar as câmeras da cidade para aumentar a segurança. Os equipamentos possuem tecnologia OCR – de leitura de placas dos veículos.

A prefeitura licitará o serviço, que pode ou não ser provido pela cooperativa formada dentro da Acibr para este fim. Independemente disso, os empresários podem contratá-la para o monitoramento de sua área.

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