A construção de um novo acesso entre Brusque e Guabiruba tem ganhado mais atenção por parte da Acibr. Só neste ano, a associação discutiu o assunto em duas reuniões do Núcleo de Empresários de Guabiruba (NEG).

Halisson Habitzreuter, presidente da Acibr, afirma que se trata de um assunto novo, mas importante. O entendimento da associação empresarial é de que o fluxo de veículos entre as duas cidades aumentará ainda mais nos próximos anos.

A Acibr iniciou a discussão, mas não existe nada decidido por enquanto. Habitzreuter defende que essa decisão seja tomada com base em estudos técnicos, não em achismos, por isso a intenção é que as duas prefeituras sentem para conversar e analisem qual é a melhor solução.

Há três opções em análise atualmente. Duas são mais viáveis: uma ligação por meio da Varginha, no bairro Rio Branco, em Brusque, com a rua Nicolau Schaefer; e uma conexão da rua Axel Krieger, no São Leopoldo, com a rua Antônio Fischer, já em Guabiruba.

A terceira opção é improvável, pois já foi tentada na década passada pelo ex-prefeito Ciro Roza: a ligação por meio da área de mata que existe do Guarani em direção ao Imigrantes, em Guabiruba.

Por enquanto, a alternativa considerada mais viável é a ligação por dentro da Varginha. Ela desembocaria no outro lado do rio Itajaí-Mirim, na avenida Bepe Roza, a Beira Rio, que será prolongada em Brusque no futuro.

Rua Ernesto Bianchini, por onde o novo acesso pela localidade da Varginha, no Rio Branco, passaria | Foto: Marcos Borges/Arquivo O Município

Mobilidade

“É consenso na nossa entidade que a questão do trânsito vai ser cada vez mais frequente nas nossas reuniões porque a tendência é não aliviar”, afirma Halisson Habitzreuter.

Encontrar soluções de mobilidade é importante para os empresários, porque precisam escoar a produção e transitam frequentemente para vender e visitar clientes, mas também impacta em melhoria para a sociedade em geral.

A Acibr tem uma parceria com o Distrito de Karlsruhe, na Alemanha, na qual a mobilidade é uma das áreas abordadas. Habitzreuter diz que as soluções apresentadas pelos europeus precisam ser adaptadas para o Brasil.

Os alemães batem na tecla de que é preciso investir na bicicleta para mudar o trânsito. Contudo, o empresário pondera que em Brusque há morros e é calor durante a maior parte do ano. Bicicletas elétricas seriam uma alternativa.

Rua imigrantes

O acesso pela rua Imigrantes foi duplicado por meio de uma parceria público-privada da Guabifios, prefeitura e governo do estado. A empresa antecipou seu ICMS e bancou a obra, que custou R$ 8 milhões e foi inaugurada em 10 de junho de 2014.

Deixe uma resposta