Ir para o conteúdo

Na igreja e na política: relembre trajetória do pastor e ex-vice-prefeito Gilmar Doerner, que morreu neste domingo

Gilmar foi inspiração para filha, que seguiu seus passos na religião

O pastor e ex-vice-prefeito de Brusque, Gilmar Doerner, que faleceu neste domingo, 1º, aos 68 anos, teve uma vida marcada pela fé. Em determinado momento da vida religiosa, decidiu ingressar na política, e teve êxito ao se eleger vice-prefeito nas eleições de 2020.

Pastor Gilmar, um homem de fé

Gilmar foi pastor por quase 30 anos, com atuação na Igreja Calvário, localizada no bairro Jardim Maluche. O amor e o interesse nas coisas de Deus vieram ainda quando jovem.

Porém, no início, ele não tinha intenção de se tornar pastor. Com o passar do tempo, aceitou o chamado de Deus para servir.

Pai de dois filhos, Tiago Ivan Doerner e Graziele Doerner Beilfuss, Gilmar foi o exemplo para a filha, que seguiu os passos do pai e também foi ungida pastora, em 2019.

"Meu pai sempre foi uma pessoa que teve fé, foi corajoso. Ele não espera ninguém fazer por ele. Eu vejo que a fé é isso, é crer em coisas que não aconteceram, mas tomar atitudes para aquilo tomar uma forma", definiu Graziele, em entrevista ao jornal O Município em 2019, um mês após ser ungida pastora.

Carreira política

Gilmar entrou para a política nas eleições de 2020. Ele foi escolhido para ser o candidato a vice-prefeito ao lado de Ari Vequi, na época no MDB, então vice-prefeito de Brusque. As eleições municipais daquele ano ocorreram em meio à pandemia de Covid-19.

A chapa Ari-Gilmar foi eleita com 25,7 mil votos, equivalente a 40% dos votos válidos. Os dois largaram atrás nas pesquisas, mas cresceram com o passar dos dias. Na hora do voto, eles superaram Paulo Eccel, do PT, e Ciro Roza, do Podemos, ex-prefeitos e nomes clássicos da política local.

A atuação de Gilmar no governo foi focada na Secretaria de Desenvolvimento Social, em que tinha autonomia, dada a ele pelo então prefeito Ari Vequi. Durante o período na prefeitura, o vice foi filiado a dois partidos, o DC e o Republicanos.

Em maio de 2023, após dois anos de mandato, a chapa Ari-Gilmar foi cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob acusação de abuso de poder econômico nas eleições de 2020. Eles foram declarados inelegíveis. Ari recorre da sentença no Supremo Tribunal Federal (STF).

Eles deixaram a prefeitura poucos dias após a decisão. No lugar deles, assumiu o então presidente da Câmara, André Vechi, na época no DC. Mais tarde, Vechi foi eleito prefeito definitivamente, cargo que ocupa atualmente.