Há mais de 80 anos, a Panificadora Ristow utiliza a mesma receita para produzir suas cucas.
Herança dos pais de Erica Ristow, 74 anos, e Christiane Ristow, 53, os quais administravam o estabelecimento, o doce é feito exclusivamente com o fermento de pão. Com o passar dos anos, as únicas mudanças foram os novos sabores.

Além disso, a panificadora já vem apostando também nas receitas sem lactose e outras sem glúten para um público mais específico. “Mas tudo seguindo a linha da receita original. Até porque eu me nego a fazer uma receita de cuca com massa de bolo. Para mim isso não é cuca”, afirma Erica.

Mesmo sempre com novos sabores à disposição do público, as irmãs revelam que os tradicionais se mantêm entre os mais procurados, como banana, farofa, queijo com ou sem uva passa, coco, abacaxi, ameixa preta, amendoim, uva, chocolate e maçã.

As versões gourmet, criadas por Christiane, passam de dez sabores, mas os que já caíram no gosto dos clientes são o de maracujá com gotas de chocolate, creme branco com geleia de frutas vermelhas, creme de limão com merengue, banana caramelizada com merengue, maçã caramelizada com nozes e paçoca com doce de leite. “Esses geralmente saem mais nos fins de semana ou por encomenda”, diz.

Procura crescente
Erica lembra que na época dos pais à frente da panificadora, as cucas eram feitas somente aos fins de semana, quando eram vendidos mais de 100 doces. Isso acontecia porque, segundo ela, naquele tempo as mulheres trabalhavam em casa, cuidando do lar e da família.

Por isso, durante a semana elas mesmas produziam receitas diferenciadas. “Mas chegava fim de semana e elas também queriam descansar, então os maridos compravam na panificadora”.

Com o passar dos anos, as mudanças vieram e o tempo de todo mundo se tornou mais escasso. Por isso, comprar o doce pronto se tornou mais cômodo.

Venda para fora
As cucas da Ristow já conquistaram até mesmo o público de fora de Brusque e de Santa Catarina. Christiane conta que a panificadora já recebeu clientes que compraram os doces para levar para o Pará, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo. “Mas o nosso maior público de fora é de Curitiba, no Paraná”.

Cucas da Panificadora Ristow são feitas com fermento de pão desde o início / Foto: Miriany Farias

Erica acrescenta que muitas pessoas vêm até mesmo de Itajaí para comprar as cucas da panificadora. “Eles nos dizem que lá tem cuca, mas que as nossas são diferenciadas”.

Primas de Ivete Appel da Silveira, viúva do senador Luiz Henrique da Silveira, elas contam que as cucas eram apreciadas por políticos de Florianópolis e de Brasília. “Depois de um tempo, as pessoas que experimentaram os doces, vinham por conta própria até Brusque buscar”, diz Erica.

No sábado, 24, por exemplo, a panificadora fez uma encomenda de dez cucas que foram levadas para a capital do estado.

Há mais de 80 anos, a Panificadora Ristow utiliza a mesma receita para produzir suas cucas. Herança dos pais de Erica Ristow, 74 anos, e Christiane Ristow, 53, os quais
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