Assistência Social e Habitação: prefeito de Brusque deixou muitas propostas só no papel

Governo prometeu diversos programas e ações que não foram implantadas em dois anos de mandato

Assistência Social e Habitação: prefeito de Brusque deixou muitas propostas só no papel

Governo prometeu diversos programas e ações que não foram implantadas em dois anos de mandato

As ações na área de Assistência Social e Habitação prometidas pelo governo do prefeito Jonas Paegle durante a campanha eleitoral, em sua maioria, não foram cumpridas. Das 11 promessas feitas por ele em sabatinas, debates e no plano de governo impresso, seis não saíram do papel.

Entre as cinco que foram cumpridas, duas o foram de forma parcial. Um exemplo é uma promessa feita por Paegle em duas oportunidades: monitorar a quantidade de moradores de rua, fazendo um levantamento para saber o número certo e encaminhá-las para programas habitacionais.

O governo criou, de fato, um Centro Pop que é responsável pelo monitoramento dos moradores de rua, assim como controla a entrada e a permanência deles no albergue. No Centro Pop essas pessoas são auxiliadas: alguns são remanejados para o mercado de trabalho; alguns voltam para a família, ou para a cidade de origem.

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Não há, porém, registro do encaminhamento para programas habitacionais dos moradores de rua, que compõe a última parte da promessa.

Outra promessa cumprida parcialmente foi a criação da campanha do agasalho e do projeto Calor e Cidadania. Em 2018 a prefeitura apoiou o projeto Cabide Solidário, desenvolvido pelo Sesc, que arrecadou roupas para doação.

Em 2017 foram registradas campanhas do agasalho, mas não organizadas pela prefeitura, apesar de terem seu apoio na divulgação. O poder público, portanto, não desenvolveu uma iniciativa própria para arrecadar roupas, tampouco há notícia de qualquer projeto denominado “Calor e Cidadania”.

O prefeito prometeu, durante a campanha, a criação de programas Café dos Idosos e Clube das Mães, como forma de integração social. Cumpriu a promessa com algumas iniciativas para socialização, como os  Jogos Abertos da Terceira Idade (Jasti), e encontros de idosos em eventos municipais, como na Fenarreco. A prefeitura também oferece suporte aos clubes de mães existentes.

O projeto Mãos que Tecem, prometido no plano de governo, ganhou forma por meio da oferta de cursos gratuitos de artesanato por meio da Fundação Cultural de Brusque.

Há uma promessa que está em desenvolvimento, mas sem previsão de ser implantada. Justamente por isso, por estar ainda no campo da hipótese, é tratada como não cumprida. Trata-se da retomada da construção de casas populares para a população carente.

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A prefeitura possui três projetos em desenvolvimento para assentar cerca de 150 famílias, mas não há prazo para que fiquem prontos, menos ainda para que sejam implantados, com o início da construção dos imóveis.

Outros projetos, com nomes e objetivos específicos delimitados no plano de governo entregue à Justiça Eleitoral, jamais foram mencionados no planejamento do governo nesses dois anos.

Exemplo desses projetos são o Véu de Noiva – realização de casamento coletivo -, cujo último feito em Brusque é datado de 2015; o “Programa do Leite” – para crianças de 0 a 2 anos com problemas de desnutrição; e o projeto Educação para o Primeiro Emprego, cujo objetivo seria oportunizar a alunos do ensino médio terem um estágio remunerado em empresas parceiras.

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