Tortas, bolos, crepes e salgadinhos. Tudo isso e muito mais faz parte da farta mesa do já tradicional café colonial do Hotel Monthez, servido semanalmente às quintas-feiras desde 1994. Inspirado pelo estilo e tradições germânicas tão presentes na cidade e na própria arquitetura do hotel, o café surgiu há 24 anos, oferecendo pratos tradicionais e coloniais para os hóspedes brusquenses e também para visitantes que vêm de diversas regiões.

“O brusquense tem essa cultura, gosta de reunir a família e os amigos ao redor da mesa”, diz o gerente operacional do hotel, Carlos Henrique Roch. Ele também percebe a cultura de sair nas quintas-feiras: “Ao final do expediente de sexta, o pessoal da cidade vai muito para as praias, para o litoral. Por isso, os compromissos sociais em Brusque acontecem muito na quinta. Foi assim que escolhemos a data para realizar, semanalmente, o nosso café”, explica.

Bastante frequentado, o café colonial recebe a visita de clientes assíduos, como o grupo de amigas de Edla Schwarz Vale. No início, eram dez mulheres, que revezavam suas casas para receber as amigas. “Aí fomos ficando mais velhas”, ri Edla, “e começamos a frequentar o café do Monthez”.

Na foto, Edla Schwarz Vale, Uldemira Maluche, Ione Schaefer e Gerda Gevaerd, algumas das integrantes do grupo de amigas que frequenta o café do hotel | Arquivo O Município

“É uma amizade e um encontro muito gostoso. Éramos em dez, mas, ao longo dos anos, perdemos quatro amigas, e agora somos em seis”, diz. Hoje com seus 70, 80 ou 90 anos, as amigas já se reúnem semanalmente há mais de 30 para conversar e tomar um lanche.

Freguesas de carteirinha, as mulheres “batem o ponto” no café do hotel há cerca de dez anos. “Além da nossa turma de sempre, encontramos outras amigas, pessoas de outros grupos”, conta Edla. “E somos muito bem recebidas, a equipe de garçons e a confeiteira já nos conhecem.”

Para ela, a gastronomia do local é excelente: são muitas opções, desde sopas até doces, chás e cafés. “Tudo o que tem lá é especial. Quem vem de fora fica abismado de ver a mesa do café.”

Os pratos doces e salgados, segundo Roch, são feitos na cozinha do hotel, e o cardápio é montado seguindo o estilo germânico. “Servimos salsicha alemã, a torta Banoffe, uma diversidade de sabores. Os pratos mais tradicionais são mantidos e servidos toda semana, os outros nós trocamos e montamos uma mesa diferente. O que não pode faltar é o crepe francês, que é feito na hora, e a canja, que mantemos até no verão, mesmo que seja um prato que pede um clima mais frio.”

Pratos doces e salgados são feitos na cozinha do hotel | Natália Huf

Para as amigas, além da variedade de pratos, outro grande atrativo é o ambiente. “No começo, sempre organizávamos nosso lanche em casa. De vez em quando ainda fazemos isso, mas quase sempre é no hotel. Nos sentimos muito bem lá”, diz Edla.

A cada quinta-feira, uma média de 150 pessoas passam pelo café colonial. Há cerca de cinco anos, atendendo à sugestão de clientes, o café passou a ser oferecido também aos domingos, dia em que é frequentado por um público mais jovem, principalmente pessoas que estudam ou trabalham durante o dia e não conseguem ir até o hotel nas quintas. O cardápio é o mesmo, e o salão fica aberto das 17h às 22h.

“É sempre bem movimentado, a gente sempre liga para garantir a nossa mesa”, conta Edla. O café é bastante frequentado por outros grupos como o delas, que podem ficar bem à vontade, se servir o quanto quiserem e permanecer pelo tempo que desejarem.

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